sexta-feira, 24 de julho de 2009

Como se livrar do mal


Em sua coluna lateral direita, este blog possui uma ferramenta do E-Referrer. Seu título é "Este blog é indicado por". Abaixo, segue uma lista com todos os link's que indicam o Blog do André. Ou seja, todas as vezes que um site disponibiliza o link http://esperancasemlimites.blogspot.com/ e algum internauta clica nesse link, sendo direcionado a este blog, tal site é relacionado em minha conta do E-Referrer. Na lista dos link's que indicam meu blog, ao lado de cada site, segue-se o número de vezes que internautas chegaram a este blog através do respectivo site.

Bem, o Google - como na grande maioria dos blog's - é imbativelmente o primeiro da lista, sendo que, desde que coloquei essa ferramenta no blog, por 1434 vezes pessoas chegaram aqui através do imponente site de pesquisas Google (um número ainda pequeno, mas faz pouco tempo que eu coloquei a aludida ferramenta em meu blog).

Ao colocar a seta do mouse em cima do link do Google, é possível ver, na barra inferior do navegador da Internet, o endereço da página que indicou meu blog pela última vez. Neste momento em que escrevo, o endereço é: http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=como%20se%20livrar%20do%20mal%20&meta=&rlz=1R2GPEA_pt-BR&aq=f&oq= Se alguém abriu essa página, deve ter percebido que pesquisaram no Google: "como se livrar do mal", e apareceu em terceiro lugar: "Blog do André: 'Frei exorcista ensina como se livrar do mal'". E esta não foi a primeira vez. Por várias vezes, pessoas chegaram a este blog pelo Google ao fazerem a pesquisa "como se livrar do mal". Isso me motivou a escrever este texto.

Muitas pessoas pesquisam em sites de pesquisa: "Como se livrar do mal". Pessoas que querem saber como se livrar do mal. Pessoas que sofrem opressão do Maligno. Pessoas que necessitam receber a Jesus. Propositalmente, coloquei o título desta postagem "Como se livrar do mal". Desta forma, muitas pessoas vão realizar uma pesquisa no Google e chegar ao meu blog, acabando por ler este texto.

Se você chegou aqui dessa maneira e com esse intuito, vou te dar a "fórmula" de como se livrar do mal. Em primeiro lugar, aceite e reconheça a Jesus como seu único e suficiente Senhor e Salvador pela fé, comprometendo-se a segui-Lo e servi-Lo. Feito isso, viva uma vida de oração. Não orar apenas ao acordar, antes de dormir, antes de comer e quando vai à igreja. Vida uma vida de oração (é claro que não precisa passar horas trancado no quarto, orando, igual a um fanático). Leia a Bíblia diariamente e com amor. Desvie-se do mal, faça a vontade de Deus, vigie.

Não estou te apresentando mercadoria, porque Jesus não é mercadoria. Também não quero que você aceite-O apenas para se livrar do mal. Quero dizer que a única solução é Jesus. Se um dia você sentir no seu coração de aceitá-Lo, seu vazio será preenchido. Mas, antes de tudo, receba-O por amor e pela fé, comprometendo-se a segui-Lo, reconhecendo que só Ele é a salvação.

Não há nenhuma "reza braba" que vai te livrar do mal. Apenas Jesus, o Rei dos reis e Senhor dos senhores.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O delírio de Dawkins


Estes vídeos foram postados no YouTube há mais de dois meses, mas o assunto ainda é bem atual, principalmente com a recente divulgação da frase "Deus provavelmente não existe" e os debates realizados em todo o mundo em torno do tema. Esta foi uma palestra do filósofo Dr. William Lane Craig*, em resposta ao livro "Deus, um Delírio", de Richard Dawkins. De forma lúcida e convincente, os argumentos centrais do livro são refutados e, após assistir aos vídeos, chega-se à conclusão: Deus existe.

Parte 1



Parte 2



* Th.D. (formado pela Universidade de Munique - Alemanha) e doutor em Filosofia (pela Universidade de Birmingham - Inglaterra). Já atuou como professor de Filosofia da Religião na Trinity Evangelical Divity School (EUA) e no Institut Supérieur de Philosophie, na Universidade de Louvain (Bélgica). Atualmente, leciona nos Estados Unidos, na Talbot School of Theology, na Califórnia. É autor de vários artigos e livros nos campos da Apologética e da Filosofia, dentre eles, "A Veracidade da Fé Cristã" e "Filosofia e Cosmovisão Cristã" (co-autor).

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• Leia: "As incoerências do ateísmo"

terça-feira, 21 de julho de 2009

Só recebem dons espirituais aqueles que são batizados no Espírito Santo?


Nossa última enquete fez a seguinte pergunta: "Só recebem dons espirituais aqueles que são batizados no Espírito Santo?" Bem, boa parte dos pentecostais pensa que os dons espirituais estão, sim, restritos àqueles que já receberam o batismo no Espírito Santo. A nossa enquete provou isso: 52% (dez internautas) votaram em "Sim" e 47% (nove pessoas) votaram em "Não". Muitos têm certeza absoluta de que a resposta correta é "sim". Aliás, alguns devem ter até se espantado quando viram a enquete do mês neste blog. Estas pessoas pensaram: "Alguém ainda tem dúvidas sobre isso? A resposta é tão óbvia!" Os que assim pensaram talvez até riram quando viram que o "não" saiu na frente.

Para começo de conversa, é bom frisarmos que, assim como muitos outros assuntos teológicos, a resposta a essa pergunta varia do pensamento de cada pessoa. Não estou indo na onda do "politicamente correto". Apenas o que quero dizer é que há pontos da Teologia que variam de cada teólogo ou estudioso, mesmo dentro da mesma denominação religiosa. Por exemplo: alguns acham que Paulo era casado; outros que ele era viúvo; para outros, o doutor dos gentios era solteiro. De igual forma, alguns acham que só recebem dons espirituais aqueles que são batizados no Espírito Santo, e outros acham que não.

No que tange à Assembleia de Deus, o pensamento majoritário entre os teólogos é que uma pessoa pode, sim, receber dons espirituais sem ser batizada no Espírito Santo. Eu também penso desta forma. Analisemos os diversos argumentos sobre ambos os lados.

Um dos argumentos mais utilizados pelos que votariam em "não" na nossa enquete reside no fato de que a Bíblia diz: "Falavam em línguas e profetizavam" (At 19.6). Ou seja, primeiro falavam em línguas e depois profetizavam; primeiro eram batizados no Espírito Santo e depois recebiam os dons espirituais. Na verdade, aquelas pessoas começaram a profetizar quando foram batizadas, mas poderiam ter outros dons - ou até mesmo o próprio dom de profecia - antes de serem batizadas. E, de qualquer forma, a ordem proposta no versículo em epígrafe não é regra.

O texto deveria obedecer alguma ordem. Não é possível escrever "falavam em línguas" e "profetizavam" sobrepostamente, para passar uma ideia de que ocorreram ao mesmo tempo. Seria mais ou menos assim:

Isto é impossível na escrita. Algum termo deveria vir primeiro: "Falavam em línguas" ou "profetizavam". Por acaso (e não por algum motivo, necessariamente), "falavam em línguas" foi escrito primeiro e, "profetizavam", depois. Portanto, ficou assim:

Mas poderia ser assim, e não haveria problema algum:

Mas, então... Que argumentos comprovariam que alguém que não é batizado no Espírito Santo pode receber dons espirituais? Em primeiro lugar, porque na Bíblia não há condicionamento sobre isso. Ela não dá nenhuma margem para crermos que há essa restrição quanto aos dons. Acredito que os escritores sagrados não deixariam de deixar claro algo tão relevante.

Em segundo lugar, se ninguém é portador de dons espirituais, não há nenhum "pré-requisito" para que um dom "habite" em alguém. A manifestação de um dom pode ser momentânea, e nesta situação Deus usa a quem Ele quer. A propósito, o nono ponto de nosso credo diz: "No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a Sua vontade (1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7)". Repare: "conforme a Sua [Deus] vontade" (ver "Série 'Credo assembleiano' (9): o batismo no Espírito Santo").

Observe o que a Bíblia diz: "E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil. Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, [...]; e a outro, [...]; e a outro, [...]; e a outro, [...]; e a outro, [...]; e a outro, [...]; e a outro, [...]; e a outro, [...]. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer" (1 Co 12.6-11, grifos meus).

Em terceiro lugar, haviam personagens veterotestamentários - e que, portanto, não eram batizados no Espírito Santo - que tinham dons espirituais. Exemplos: Daniel, que tinha o dom da palavra da sabedoria (Dn 1.17; 5.11,12; 10.1); Eliseu e Aías, que tinham o dom da palavra da ciência (2 Rs 5.25,26; 1 Rs 14.1-8); Elias, que tinha o dom da fé (1.10-12); Moisés, que tinha o dom de operação de maravilhas etc.

Vários exemplos temos ainda hoje. Com certeza, o caro leitor conhece alguém que, nitidamente, recebeu algum dom espiritual do Senhor e não é batizado no Espírito Santo. E eu não me refiro apenas aos dons naturais, ministeriais ou outros que não são especificados na Bíblia. Também me refiro aos dons de 1 Coríntios 12: profecia, palavra de sabedoria, palavra de ciência, discernimento de espíritos, fé, dons de curar, operação de maravilhas.

Como você deve ter percebido, fiz duas exceções: os dons de variedade e interpretação de línguas. É óbvio que o dom de variedade de línguas é destinado apenas àqueles que são batizados no Espírito Santo. Quanto ao dom de interpretação de línguas, há opiniões diversas. Alguns dizem que mesmo os que não são batizados podem recebê-lo, outros dizem que não. A grande divergência está no fato de que, pela lógica, só se interpreta uma língua que se conhece, e, para falar em línguas estranhas, é necessário ser batizado no Espírito Santo. Mas outros contra-argumentam que Deus pode dar, por revelação, a interpretação das línguas a alguém que não é batizado no Espírito Santo. Este é um grande mistério. Mas o fato é: Deus não vai deixar de passar uma mensagem à igreja pelo simples fato de não haver ninguém que seja batizado no Espírito Santo presente no local naquele momento.

Enfim, "acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes" (1 Co 12.1). Alguém que não é batizado no Espírito Santo pode, sim, receber dons espirituais, apesar de ser mais comum estes serem manifestados através de pessoas já batizadas. De qualquer forma, nada pode tirar de nós o desejo incessante de buscar o batismo no Espírito Santo e os dons espirituais.

(NÃO DEIXE DE VOTAR NA NOVA ENQUETE: "Como está a situação da Igreja Protestante atual?" E confira, no próximo mês, o artigo sobre o assunto).

André Gomes Quirino

quinta-feira, 16 de julho de 2009

A semelhança entre o concerto sinaítico e os antigos tratados hititas


Pai e filho ou Rei e servo? Qual era a relação entre Deus e Israel? Ora, bem sabemos que Deus é nosso Pai e somos Seus filhos, e isto não era diferente com Israel. Porém, a nação supracitada tem uma relação especial com o Senhor por ser Seu povo escolhido. Portanto, ao decorrer do Antigo Testamento (onde a ênfase recai sobre Israel), vemos a relação entre Rei e súditos. Em Êxodo, especialmente, Deus faz um concerto com Seu povo, o Concerto do Sinai.

De Êxodo 20.1 a 23.33, esse tratado é semelhante aos documentos que faziam estipulações concernentes à relação entre os reis hititas e seus súditos. A forma literária de Êxodo 24 é identificada por seis elementos marcantes, similares aos antigos tratados hititas:

1) Exaltação do rei. Nos documentos hititas, havia uma exagerada referência ao rei. No Concerto Sinaítico, este elemento está registrado em Êx 20.2a, na frase: "Eu sou o SENHOR, teu Deus".

2) Prólogo histórico. Em seguida, era relatada toda a relação entre o grande rei e seus subordinados, através da história, sempre ressaltando a bondade do soberano agindo em favor do necessitado. De forma extremamente concisa, o texto bíblico mostra este segundo elemento em Êx 20.2b: "que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão". Esta era a relação entre Deus e Israel, isso que aconteceu no decorrer da história e essa foi a atitude bondosa de Deus para com Seu povo. Isto também joga luz à fidelidade de Deus.

3) Estipulações. Eram as leis, os deveres do povo. Esta seção se subdividia: primeiro, as estipulações gerais; depois, as estipulações específicas, ou seja, as mesmas estipulações gerais narradas de forma detalhada (e, às vezes, outras estipulações que não são mencionadas na seção das gerais). Os dez mandamentos, em Êx 20.3-17, são as regras gerais, e o chamado "livro do concerto" (Êx 20.22-23.33) continha as especificações dos dez mandamentos.

4) A quarta seção do concerto determinava que era necessário prover um depósito do documento e realizar sua leitura pública periodicamente. O depósito do texto é mencionado em Êxodo (Êx 25.16) e, em Deuteronômio (Dt 6.6-9), há a exigência da leitura pública. O documento foi colocado dentro da Arca, no Tabernáculo. Note que, tamanha era a importância do cumprimento deste elemento do concerto, que a Arca foi o primeiro móvel a ser listado na mobília da Tenda (Êx 25.10-16).

5) Testemunhas. O soberano e o vassalo prometiam ser recíprocos, fiéis um ao outro. No caso dos tratados hititas, esse juramento era feito perante várias deidades, mas, no caso bíblico, isso não poderia ser feito dessa forma, por pelo menos dois motivos: a) não há outro Deus além do Senhor; b) não há ninguém superior a Deus, para o qual Ele tenha que jurar algo. Alguns estudiosos dizem que o que serviu de testemunha no estabelecimento do concerto foram os doze monumentos e o altar (Êx 24.4). Este representava Deus e, aqueles, as doze tribos de Israel.

6) Citação de maldições e bênçãos. Por fim, havia uma recitação de maldições - que atingiriam os servos caso desobedecessem ao concerto - e bênçãos - que atingiriam o povo caso fosse fiel ao concerto. Apesar de este último tópico não estar presente no documento sinaítico propriamente dito, ele está presente em Levítico 26.

Portanto, o concerto do Sinai estabelecia uma relação de Rei e servo entre Deus e Israel, seguindo ao modelo dos tratados do antigo Oriente Próximo. A maior diferença do concerto sinaítico e os concertos adâmico, noeico e abraâmico é esta. Incondicionalmente, Israel era o povo eleito do Senhor; porém, os israelitas poderiam escolher entre obedecer ou desobedecer ao concerto (sabendo, porém, as consequências). Nós, como Israel de Deus, somos os servos do Grande Rei do Universo, que temos forte ligação com Ele e leis a seguir. Enfim, é como diz uma famosa frase: "Deus é fiel. E você?"

BIBLIOGRAFIA

ZUCK, Roy B. (editor). Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O verdadeiro assembleianismo e os falsos "assembleianismos"


Recentemente, postei o texto "O pentecostalismo bíblico e os falsos 'pentecostalismos'". Semelhante à deturpação do Movimento Pentecostal, advinda neste mundo pós-moderno, há uma deturpação do verdadeiro "assembleianismo" (referente à Assembleia de Deus). A bem da verdade, as mentiras propagadas são semelhantes, e uma completa a outra (para os falsos pentecostais e falsos assembleianos). Ou seja, pseudo-pentecostais não podem ser chamados de assembleianos, eles são pseudo-assembleianos.

De igual modo ao pentecostalismo, muitos acham que ser assembleiano é provocar gritaria e algazarra dentro do templo. Mas isso nada tem que ver com o verdadeiro assembleianismo. Sem nenhuma ufania ou idolatria à minha denominação, quero conceituar o que (não) é a Assembleia de Deus.

A Assembleia de Deus é uma igreja séria, que nasceu dentro dos propósitos de Deus e tem uma doutrina que respeita o Evangelho de Cristo. Os pioneiros dessa igreja eram homens de Deus e compromissados com Sua Palavra. A história da Assembleia de Deus é uma das mais belas das igrejas brasileiras.

Numa Assembleia de Deus legítima, não há o conceito deturpado de pregação (ver "A deturpação do conceito de pregação"), tampouco falsos "pentecostalismos" (ver "O pentecostalismo bíblico e os falsos 'pentecostalismos'"). Também não há farisaísmo. Liberalismo? Abominamos!

Ao contrário do que muitos pensam, o assembleianismo legítimo não é:

1) Ser um fariseu, para o qual nada é lícito, nem nada lhe convém. Somos conservadores, e temos doutrinas e costumes. Não dizemos algo a bel-prazer, sem respaldo bíblico. Se há um costume, é porque ele foi achado bíblico por consenso. Seguimos a linha conservadora, mas não somos fariseus. Antes de dizer que a AD tem dogmas que não são bíblicos, considere: a) o que você chama de dogma é, na verdade, um mero costume; b) o que você chama de anti-bíblico é pautado na Palavra de Deus; c) conheça verdadeiramente nossos costumes, para não aumentar nem diminuir nada (para tanto, recomendo a leitura destes link's: "Nossa posição sobre", "Nosso credo" e "Doutrinas").

2) Ser um falso pentecostal. Já comentei sobre o pentecostalismo num post anterior.

3) Construir igrejas feias. Nada contra àqueles que não têm condições de fazer igrejas com um pouco mais de conforto, e também não quero dizer que uma igreja que se preze deve privar o luxo (nada contra, também, às que têm luxo). Porém, há os que pensam que toda Assembleia de Deus deve ser uma igreja caindo aos pedaços, sem nenhum conforto a seus membros. Isso não é assembleianismo.

4) Idolatrar sua igreja. Muitos pensam que o assembleiano crê que apenas ele é salvo. Quem vai pro Céu é toda a Noiva de Cristo, a Igreja invisível, formada por todos os que são remidos pelo sangue de Jesus. Respeitamos as outras denominações e admitimos que elas colaboraram para o surgimento e crescimento da nossa (afinal, os próprios fundadores da AD, por exemplo, antes eram de outra igreja). Apenas zelamos por nossa denominação, almejando seu crescimento. Creio que todas as denominações o fazem.

5) Ser anti-intelectual ou ignorante. Outros pensam que ser assembleiano significa não ter nenhum grau de escolaridade, ter repugnância à intelectualidade ou não buscar o conhecimento. Nada contra os que não têm formação escolar. Mas o que quero dizer é que o assembleianismo genuíno nada tem que ver com isso. Ora, o que dizer dos teólogos assembleianos? Eles - ou a maioria deles - são legítimos intelectuais. Como, então, seríamos anti-intelectuais? Também lemos a Bíblia e buscamos o conhecimento, como qualquer outro crente. Aliás, alguns dos maiores teólogos do Brasil e da América Latina são assembleianos.

6) Ser ultra-liberal. Em paradoxo com o primeiro ponto, há algumas Assembleias de Deus em que os costumes acabaram-se e as doutrinas foram "adaptadas". Entregaram-se por completo ao liberalismo e ao "politicamente correto". A Assembleia de Deus é conservadora.

Da mesma forma que há falsos cristãos, falsos protestantes e falsos pentecostais, há falsos assembleianos, que acabam dando uma má fama à denominação inteira. Mas os verdadeiros assembleianos amam a Deus, Sua Palavra e sua igreja. Sim. Não por idolatria a placa de igreja, mas por amor à família a que pertencem e respeito à igreja que colaborou em sua edificação espiritual. Eu amo a Assembleia de Deus! Posso dizer isso. E lamento o falso assembleianismo que se propaga por aí.

Somos conservadores nas doutrinas e nos costumes e somos pentecostais clássicos. Cremos na Trindade, na inspiração plenária da Bíblia, etc. Dentro do conservadorismo, portanto, fugimos dos modismos neopentecostais, do liberalismo, da falta de respeito à Palavra de Deus. Somos uma denominação protestante que visa a pregação do genuíno Evangelho de Cristo. Somos a maior igreja evangélica do Brasil. Somos os assembleianos, e, pela graça de Deus - e para Sua glória -, podemos cantar: "À Assembleia de Deus, vem comigo, ouvir a Palavra de Deus; e terás a certeza contigo, que Jesus é o caminho dos Céus. Ó vem, vem, vem, vem! Vem à Assembleia e louvemos ao nosso bom Deus Redentor, pois maior alegria não temos, que fruir Seu imenso amor".

PS.: Não quis me aprofundar muito neste assunto, mas recomendo a leitura de todos os link's indicados.

André Gomes Quirino

terça-feira, 14 de julho de 2009

A deturpação do conceito de pregação


Gritaria. Palestra motivacional. Festival de jargões sem nexo. Muitas são as expressões que, na visão de alguns, podem conceituar a pregação. Junto com a onda pseudo-pentecostal, surgem "pregadores" que deturpam completamente o real sentido da pregação bíblica e propagam essa falsa concepção de modo a transformar milhares de igrejas.

Hoje em dia, o que é pregar? É mais ou menos assim:

Primeiro, um irmão liga pro "pregador", convidando-o. Ele diz o quanto cobra, confirma e está tudo certo. Chega o grande dia. O "pregador" chega à igreja com uma Bíblia e uma toalhinha de cor escandalosa, vai diretamente ao púlpito, ajoelha-se e ora por alguns poucos instantes, senta-se e assiste ao culto. Enquanto isso, ele dá pausas para orar, de vez em quando, pedindo a Deus uma palavra (coisa que era pra ele ter feito em casa, há muito tempo). Deus, então, lhe dá uma "palavra revelada e de avivamento".

O "pregador" pega o microfone, forja uma voz grossa - que não é dele - e manda um "A paz do Senhor!" muito eloquente para impressionar o público logo à primeira vista. Ele, então, estende seus agradecimentos a Deus, ao irmão que lhe convidou, ao pastor da igreja e a todos os irmãos presentes. Depois, abre a Bíblia, lê um versículo (o menor, mais obscuro e dum livro menos conhecido possível) e explica como recebeu aquele "maná do Céu". Então, começa a falar sobre o que leu. Passados alguns pouquíssimos minutos, já muda completamente de assunto, e sempre acaba falando a célebre frase: "Eu não sei o que você está passando, mas eu sei que você vai vencer!"

Assim vai o "pregador", num zig-zag interminável, falando algo sem pé nem cabeça, sem introdução, desenvolvimento ou conclusão. Os objetivos principais dele são: 1. Manifestações exóticas na igreja. 2. Curas "divinas". 3. "Profetadas", "visagens" e "revelamentos". 4. E muito barulho. No decorrer do sermão (se é que pode assim ser chamado), há muita gritaria e desordem. O "mensageiro divino" começa a suar e, então, tira o paletó, jogando-o (literalmente, arremessando-o, e com força!) para qualquer pastor que esteja em sua reta-guarda pegar e ajeitar numa cadeira.

O "conferencista internacional" prossegue, com jargões ilógicos, gritando sempre e muito, tirando a ordem do culto e, às vezes, exortando a igreja (o que tira muitos "É, Deus! Fala mais, Jeová!" do auditório)... Se não houver gritaria, manifestações exóticas, "profetadas", "curas divinas", "revelamentos" e "visagens", faltou graça na pregação, o pregador está em pecado ou ele não é bom. Qualquer coisa do tipo.

Que patético! Isso tudo nada tem que ver com o conceito bíblico de pregação. Um pregador zeloso sequer cobra para pregar, apenas aceita uma oferta. Depois, ele busca uma palavra de Deus em casa, e se prepara, orando, jejuando e estudando. Sua mensagem tem introdução, desenvolvimento e conclusão. Não é necessário gritaria exagerada, falta de ordem e manipulação da operação do Espírito, porque esse verdadeiro pregador não ignora 1 Coríntios 14.

Pregar é propagar algo. O pregador deve proclamar a mensagem do Evangelho. E ela não consiste em jargões sem nexo. Gritaria? Pra quê? Manifestações exóticas? Primeiro, elas não são bíblicas; segundo, mesmo se fossem, nada teriam que ver com a exposição da Palavra de Deus. Profecias, curas, visões e revelações? Se Deus quiser que haja, haverá; mas não necessariamente, e, quando houver, será com ordem e decência. Enfim, ao pregar, nosso objetivo deve ser uma exposição bíblica com excelência, de forma a dar entendimento ao auditório, mudar a vida dos ouvintes, levar salvação aos pecadores, reanimar os crentes e, se assim Deus quiser, haver manifestações do Espírito Santo - com ordem e decência.

Portanto, pregação é exposição bíblica. Pela graça de Deus, prego há dois anos, e nunca precisei gritar, pular ou manifestar falsos dons espirituais. Aliás, há algum tempo atrás eu era simpatizante (não exatamente um seguidor) dessa onda pseudo-pentecostal, e, ao fim de cada mensagem, via que alguns irmãos estavam decepcionados comigo, porque falei de forma calma, não pulei e não houve pessoas caindo ao chão. Apesar de tudo, eu sempre privei pela exposição da Palavra de Deus, mas também ficava decepcionado com a "falta de resultados" de meus sermões. Em situações assim, já cheguei até a orar a Deus: "Senhor, por que Tu não me usas?" Até que entendi o que realmente significa a palavra P-R-E-G-A-Ç-Ã-O.

Portanto, se alguém deseja ver-me dar um espetáculo, saiba que ficará, sim, decepcionado. Mas, se for ao culto com o intuito de adorar a Deus e ouvir a Sua Palavra, pela graça de Deus, tentarei o fazer de forma bíblica. Somos pentecostais clássicos, e não neopentecostais. Sejamos crentes bereanos e preguemos o Evangelho genuíno de Cristo. Isto é pregação.

André Gomes Quirino

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Jesus, o Amigo fiel


Numa despedida de duas irmãs que viajariam a outro país, enquanto seus amigos choravam amargamente pelas colegas a quem nunca mais viriam, fui convidado a dar uma palavra de conforto a essas pessoas. Pego de surpresa, a princípio não sabia o que dizer, mas fui direcionado por Deus a falar de algo que nos dá esperança, algo que consola-nos nos momentos mais difíceis: Jesus, o Amigo fiel.

Em minha frente, dezenas de pessoas aos prantos. Ao meu lado, a mãe das irmãs que viajariam filmava aquele melancólico e marcante momento. O clima era de tristeza. Até os mais rudes vertiam lágrimas. Pus-me, então, com voz mansa, em clima reflexivo, a falar. As pessoas passaram a misturar lágrimas, pela situação, com sorrisos, pelo conforto ao descobrir uma linda verdade: Jesus é o nosso Amigo inseparável.

É muito bom ter amigos. Com quem conversar, confidenciar, consolar, rir, chorar. Na falta de amigos, o indivíduo reparte seus momentos consigo mesmo, numa mórbida depressão, lastimando seus momentos, sem um ombro amigo. Ele vai se deteriorando, naquela solidão, percebendo quão desesperador é não ter amigos.

Quando se tem um amigo íntimo, porém, depositamos nossa confiança nele, e o amamos. Se ele se vai, a despedida traz uma inconsolável dor ao coração. Por isto as pessoas de que falo no começo deste texto choravam tão amargamente. A despedida já traz a saudade.

Nesta depressão alguém estava, lamentando viver. Desnorteado e inerte, pôs-se a observar o mundo ao seu redor. Tudo parecia tão negro. Solidão. Aquele indivíduo olha para o Céu. Um azul lindo com detalhes em branco. Quão maravilhoso lugar! Superabundante graça e paz transbordam em seu coração. Ele, então, compreende algo que pode preencher qualquer vazio: a paz de Deus.

"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize" (Jo 14.27). Estas foram palavras de Jesus, dando as últimas instruções aos discípulos. Cristo nos dá a paz. Por Sua infinita agonia vivida no Gólgota, Ele nos dá paz. E não é a falsa paz que o mundo oferece, mas é a verdadeira, a paz do Senhor. Portanto, não é necessário se atemorizar. Temos a paz de Deus.

Jesus ascendeu ao Céu, mas Sua presença ainda é real em nosso meio. Ele disse: "Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles" (Mt 18.20). "[...] E eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos" (28.20). Diariamente, Jesus está ao nosso lado. Quando deitamos numa cama e dormimos, Ele está nos protegendo. Quando acordamos, Ele está ao nosso lado. Em nossa labuta diária, Ele está conosco. Quando oramos, Ele intercede por nós.

E mais: Jesus Cristo nos deixou o Consolador, o Espírito Santo. Deus está sempre conosco. É o nosso Amigo fiel. Portanto, podemos conversar, confidenciar, rir, chorar com Ele. E, a cada momento, Sua graça nos envolve, e Seu amor nos enche. Com Sua voz tão suave, nos consola. Temos a paz de Deus. Temos em nosso coração Cristo, o Amigo fiel. O mundo não pode receber o Espírito Santo, mas nós O recebemos, porque Ele habita em nós e está conosco (Jo 14.17).

Temos o Amigo fiel que nunca nos desampara e, em qualquer lugar do globo terrestre, faz-se presente ao nosso lado. Assim, vivemos com essa esperança, até se cumprir Apocalipse 21.3,4: "E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas". Que a paz de Cristo, o Amigo fiel, reine em cada coração. Amém.

domingo, 12 de julho de 2009

Quando Jesus morreu, provavelmente saiu no jornal


Estudando sobre as origens dos veículos de comunicação, descobri algo muito interessante: quando Jesus morreu, foi publicado num jornal. Veja um trecho deste texto:

[...] Mas o primeiro órgão regular a divulgar notícias foi a gazeta romana 'Acta Diurna', que começou a ser publicada diariamente em 59 a.C. Afixado por toda a cidade, o jornal foi iniciado pelo imperador Júlio César, e não era muito diferente dos tabloides diários de hoje em dia. Controlado pelo governo, ele trazia novidades sociais e políticas, detalhes de julgamentos criminais e execuções, anúncios de nascimentos, casamentos e mortes e até mesmo os destaques de eventos esportivos e teatrais no Coliseu. [...]¹

Repare: 1. O Acta Diurna (Realizações Diárias) começou a ser publicado em 59 a.C. 2. Esse mesmo jornal era publicado diariamente. 3. Ele trazia detalhes de execuções e anúncios de mortes. 4. Era controlado pelo governo.

Com essas informações, chegamos à conclusão de que, provavelmente (note: provavelmente), a morte de Jesus foi publicada no Acta Diurna. Em primeiro lugar, quando Jesus morreu, o Acta Diurna já estava em circulação (a não ser que, até lá, ele tenha parado de ser publicado). Em segundo lugar, ele era publicado diariamente; logo, a morte de Jesus teria lugar garantido no tabloide. Depois, era uma das finalidades do jornal divulgar execuções e notas fúnebres. Por que não o fazer sobre Jesus? Por último, o Acta Diurna era controlado pelo governo. Ora, Cristo era considerado por muitos como Rei. Seria uma ótima vingança o governo dizer: morreu o rei dos judeus (aliás, até podemos ver isso na Bíblia).

Que furo de reportagem: a morte de Deus! Milhões de jornalistas dariam a vida para fazer uma reportagem dessa. Foi uma honra para o Acta Diurna! Honra maior seria publicar a ressurreição de Jesus, com a manchete: "Reina no Céu o Rei dos reis e Senhor dos senhores". Mas sabemos que, em breve, Jesus nos arrebatará para o Céu e, depois, em seu aparecimento em poder e grande glória, todo olho O verá e os meios de comunicação anunciarão: "O mesmo Jesus morto do Acta Diurna é o que reina hoje".

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

¹ DUARTE, Marcelo. O livro das invenções. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. p. 144.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Jesus não sabe o dia em que irá voltar?


"Não é possível saber em que dia Jesus irá voltar. Nem mesmo Ele sabe!" Quem nunca ouviu essa frase? Quando surgem previsões de quando "o mundo vai acabar" (o que, na verdade, é diferente do Arrebatamento), essa resposta vem automaticamente. Mas, afinal, é correto dizê-la? Jesus não sabe o dia em que irá voltar?

Toda essa confusão dá-se pelo texto bíblico de Mateus 24.36 e Marcos 13.32: "Porém daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai". Olhando à primeira vista, parece que, realmente, Jesus não sabe o dia em que irá voltar, mas, submetendo esses textos a uma análise coerente, veremos que isso não é verdade. Jesus sabe, sim, em que dia irá voltar.

Ora, quando Ele veio à Terra, "sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz" (Fp 2.6-8). Portanto, em Sua plenitude humana, não sabia o dia em que voltaria, até porque a promessa do Arrebatamento foi feita somente quando Ele desceu ao mundo.

Quando esteve na Terra, Jesus estava limitado temporariamente (Hb 2.14), e até disse (o que assemelha-se a Mt 24.36 e Mc 13.32): "Ouvistes o que eu vos disse: vou e venho para vós. Se me amásseis, certamente, exultaríeis por ter dito: vou para o Pai, porque o Pai é maior do que eu" (Jo 14.28). "Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que, pela sua pobreza, enriquecêsseis" (2 Co 8.9).

Mas, depois de Cristo ascender ao Céu novamente, "Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai" (Fp 2.9-11). Pode, porventura, alguém nessa posição não saber algo que concerne a Ele próprio?

Veja: "porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Cl 2.9); "E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo e recebido acima, na glória" (1 Tm 3.16).

Ora, nós cremos na doutrina da onisciência de Deus. E também cremos na doutrina da Trindade. Portanto, cremos que Jesus também é Deus; logo, Ele também é onisciente. Se Cristo não soubesse o dia em que voltaria, não seria onisciente. Se o Pai sabe o dia do Arrebatamento, o Filho também sabe. Veja as palavras de Jesus: "E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse" (Jo 17.5). Ver também 1.14.

Jesus disse: "Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder" (At 1.7). Não pertence a nós, homens, mas a Ele pertence. O apóstolo Paulo asseverou: "Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; porque vós mesmos sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como o ladrão da noite" (1 Ts 5.1,2). "Mas será um dia conhecido do SENHOR; nem dia nem noite será; e acontecerá que, no tempo da tarde, haverá luz" (Zc 14.7).

É contra a lógica Jesus não saber o dia em que Ele próprio irá voltar.

Aliás, o próprio Jesus inspirou a João para escrever às igrejas da Ásia Menor, no Apocalipse, e Ele disse à igreja de Sardes: "Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus, e as estrelas: Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto. Sê vigilante, e confirma o restante, que estava para morrer; porque não tenho achado as tuas obras perfeitas diante do meu Deus. Lembra-te, portanto, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. Pois se não vigiares, virei como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei" (Ap 3.1-3).

Se Cristo não soubesse o dia em que voltaria, não teria declarado que vem sem demora (e.g., 3.11; 22.7,12). Ele disse: "É-me dado todo o poder no céu e na terra" (Mt 28.18); "Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-poderoso" (Ap 1.8). Portanto, Jesus sabe o dia em que irá voltar, e isto ocorrerá muito em breve. "Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora" (Mt 25.13).

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Estamos nos dias de Noé


"E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem" (Mt 24.37-39). Estas foram palavras de Jesus durante o sermão profético, no momento em que Ele exortava-nos à vigilância.

Hoje em dia, fala-se muito nos sinais do Apocalipse. Alguns pregadores que gostam de gabar-se por inovarem e supostamente pregarem o "genuíno Evangelho de Cristo", volta-e-meia, pregam sobre o Arrebatamento e dizem: "Este é um assunto que pouco se prega atualmente, apesar de ser muito relevante". Ora, de tantos pregadores fazerem isso, esse assunto já voltou a ser pregado em grande dimensão em nossas igrejas.

Apesar de os pregadores a que me refiro fazerem parte da onda pseudo-pentecostal que tem surgido nos tempos hodiernos, é ótimo que o assunto "Arrebatamento" esteja sendo proclamado em alto e bom som entre a Igreja de Deus e todo o mundo. Porém, há uma supervalorização de alguns sinais do fim, como terremotos, pestes, esfriamento do amor, aumento na iniqüidade, etc., e um esquecimento do sinal que mais vemos se cumprir na nossa vida secular: os dias de Noé.

Jesus predisse esse sinal. E como é ele? Para saber, analisemos as palavras de Cristo e o relato de Gênesis 6:

"... nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento..." (Mt 24.38). Ou seja, os homens da Terra estavam tranqüilos, casando-se, comendo, bebendo, se divertindo. Isto não quer dizer, é claro, que casar, comer, beber e se divertir seja pecado. O que quero dizer é que os seres humanos estavam tranqüilos, sem se preocupar com o destino de suas almas, ou com Deus.

Assim também está a sociedade hodierna. As pessoas se divertem, se embriagam, sem nenhuma preocupação. Ao ouvirem de Jesus, dizem: "Eu quero mais é curtir a vida! Você que fique com esse Deus pra lá!" Aliás, alguns mais ousados ainda dizem que o Espírito Santo mora neles. "Deus reina em todos, Ele só olha o nosso coração. O que importa é crer", dizem. Isso faz parte do pensamento liberal "politicamente correto" e ecumênico que se alastra assustadoramente a cada dia.

Muitos "caem na farra", saem correndo e pulando atrás de trios elétricos, não se preocupam com Deus. Jesus disse que os dias de Noé eram assim, e, próximo à Sua volta, a Terra também estaria dessa forma.

"... até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos..." (vv. 38,39). Os terráqueos estavam sem se preocupar. Mas só até o dia em que Noé entrou na arca, sem eles perceberem. Então, veio o dilúvio, e todos morreram. Assim também será com aqueles que não se preocupam com Deus hoje. Jesus voltará, quando eles menos imaginarem ou crerem, e entrarão todos na fase da Grande Tribulação, enquanto nós estaremos no Céu, em paz, com Deus.

Quando ocorrer o Arrebatamento, perceberão quão tolos foram em não se preocupar com Deus enquanto havia tempo. É assim mesmo. Isto pode ser observado na morte de alguns ateus. O filósofo Voltaire, zombador, teve um trágico fim. Sua enfermeira disse: "Por todo o dinheiro da Europa, não quero mais ver um incrédulo morrer!" Durante toda a noite ele gritou por perdão. David Hume exclamou: "Estou nas chamas!" Mazarino questionou: "Alma, que será de ti?" Nietzsche concluiu: "Se realmente existe um Deus vivo, sou o mais miserável dos homens". Lênin morreu com um extraordinário distúrbio (redundância proposital) mental: ele clamou por perdão de seus pecados a mesas e cadeiras! Churchill exclamou: "Quão tolo fui!"

No Arrebatamento, eles vão ficar na Terra, se não se converterem a Jesus antes. E então se arrependerão, mas já será tarde, a menos que convertam-se e enfrentem as horripilantes adversidades da Tribulação.

"Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram" (Gn 6.2). No período noéico/antediluviano, os "filhos de Deus", isto é, servos do Senhor, descendentes de homens de Deus, casaram-se com as "filhas dos homens", isto é, as mulheres ímpias, descendentes de incrédulos. Isto se contrasta com o que diz o apóstolo Paulo: "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso" (2 Co 6.14-18).

Hoje em dia, é comum cristãos - que deveriam brilhar como astros no mundo (Fp 2.15), sendo sal da Terra (Mt 5.13) - andarem em comunhão com incrédulos. É claro que não devemos ser seus inimigos. Pelo contrário, devemos amar ao próximo como a nós mesmos (19.19; 22.39; Mc 12.31; Lc 10.27; Rm 13.9; Gl 5.14; Tg 2.8). Aliás, mesmo aos nossos inimigos, Jesus ordenou que amássemos (Mt 5.44; Lc 6.27,35). Nós amamos o pecador, mas detestamos o pecado.

Além disso, precisamos nos relacionar com o mundo, pois fazemos parte dele. Jesus orou ao Pai: "Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal" (Jo 17.15). O apóstolo Paulo disse: "Já por carta vos tenho escrito que não vos associeis com os que se prostituem; isso não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo" (1 Co 5.9,10). É necessário, inclusive, sermos amigos dos pecadores para pregarmos a eles. Até Jesus se assentava com os pecadores (cf. Mt 11.19)!

Mas não podemos praticar as mesmas coisas que os iníquos. "Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores" (Sl 1.1). João nos ordena: "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele" (1 Jo 2.15). Paulo também disse: "E não vos conformeis com este mundo" (Rm 12.2a).

"Havia, naqueles dias, gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os varões de fama" (v. 4). Hoje em dia, há os "machões", os "valentes", os "varões de fama". São aqueles sem compromisso com Deus, que andam segundo a moda proposta pela mídia, sem se preocupar com o que diz a Bíblia Sagrada. Entre os jovens, são simpatizantes da onda do "ficar" e vivem rodeados de pessoas que são verdadeiramente seus fãs.

São aqueles valentes, "brigões". Pronunciam palavras torpes e vêem e pensam coisas impuras. A esses, temos até medo de pregar o Evangelho. Eles riem dos crentes. São os varões de fama dos dias de Noé que vivemos. O inusitado é que eles surgiram da mesma forma que os nefilins. Veja: os gigantes de Gênesis 6 nasceram do relacionamento entre servos de Deus e iníquos. Os "varões de fama" da atualidade - em sua grande maioria - são filhos de mãe crente e pai descrente (ou vice-e-versa).

Vasculhando as mais pobres congregações de nosso país, podemos ver essa triste realidade. Aqueles adolescentes que são criados na base do grito, da surra e do castigo, sem diálogo. A mãe é crente - muitas vezes, até líder de cargos na igreja! - e o pai não é. A mãe obriga o rapaz a ir à igreja, e ele vai com roupa social (a camisa fechada até o último botão), parecendo convicto do que faz. Mas, na vida social cotidiana, é o "varão de fama", o típico "brigão". Fala "palavrões", visita sites pornográficos. Fruto do relacionamento entre servos de Deus e iníquos. Apenas obedece à mãe, mas não por respeito, e, sim, por medo, devido às surras que levava quando criança. Porém, só até certa idade; quando vira adulto, passa até a bater na mãe. Isto é muito, mas muito comum! Uma realidade constatada nos presídios brasileiros é que a maioria dos presidiários são filhos de crentes, desviados da igreja. São essas crianças que têm mãe crente e pai incrédulo, são educados na base da surra; na vida secular são os "varões de fama" que falam palavrões. Quando viram adolescentes, são temidos por todos. Quando jovens, são presos.

Outra realidade constatada nos presídios é que os presidiários abaixam a cabeça quando suas mães falam. Esta é mais uma prova de minha tese. Como disse, eles obedecem às suas mães, mas não por respeito, e, sim, por trauma.

Não querem mais saber de Deus. São os valentes, gigantes, varões de fama que há na terra. Verdadeiramente, estamos nos dias de Noé.

OBS.: Para aprofundar-se melhor sobre esses gigantes, leia o texto "Nefilins, os gigantes de Gênesis 6".

"... a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e [...] toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente" (v. 5). Muitos cristãos são apenas nominais. Freqüentam uma igreja, mas dentro de si só há maldade. Há, também, é claro, os não-cristãos, que os pensamentos de seus corações só são maus continuamente. Uma degradação moral. Quantos casos de estupros, por exemplo, temos visto... Os autores deles são os homens que têm sua maldade multiplicada e pensamentos impuros. Só praticam o mal e imaginam coisas impuras.

O sumário de Gênesis 6 na ARC é: "A corrupção geral do gênero humano". Assim era e é nos dias de Noé. A maldade está por todo lado. Ao contrário disso, porém, Paulo nos adverte: "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai" (Fp 4.8). "Vós, porém, irmãos, não vos canseis de fazer o bem" (2 Ts 3.13).

"A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência" (v. 11). Muitos casos de homicídios vemos por aí... A Terra se encheu de violência. Ela está corrompida diante da face de Deus. O Senhor ordena: "Não matarás" (Êx 20.13), e muitos perdem a sua vida por nada. Disputas infantis e brigas patéticas resultam em uma execução. Pessoas que perdem suas vidas por dívidas, vícios ou traição. Há casos de alguns que morreram por menos de R$ 10,00.

Quanto custa, hoje a vida do homem? Parece estar em promoção. Liquidação para acabar com o estoque. E não digo isto como motivo de humor, porque a situação é séria. Mais do que nunca, precisamos deixar nossa luz brilhar neste mundo corrompido!

"Noé, porém, achou graça aos olhos do SENHOR" (v. 8). Como disse no tópico anterior, mais do que nunca, precisamos deixar nossa luz brilhar neste mundo corrompido. Noé, em meio a um povo corrompido, achou graça aos olhos de Deus. Será que nós temos achado graça aos olhos do Senhor? Nestes dias de Noé, procura-se por Noés! Noés que andam segundo o coração de Deus. Noés que são puros e pacíficos. Noés que edificam seus lares sob a vontade de Deus. Noés submissos ao Senhor. Noés que não desistem de fazer o que Deus ordena, mesmo quando viram motivo de chacota.

Deus ordenou a Noé que construísse a arca, e ele o fez assim como o Senhor ordenara. Os homens da Terra (os varões de fama, valentes, os iníquos e cia.), com certeza, riam dele, não acreditando que haveria um dilúvio ou que Deus falara com Noé. Quando dizemos que Deus existe ou que Jesus está voltando, muitos riem. Avisamos: "Jesus está voltando!", e não nos dão ouvidos.

Mas há de chegar o dia em que Jesus voltará e os que ficarem aqui na Terra clamarão por misericórdia, dizendo: "Verdadeiramente, tínhamos que ter ouvido aqueles servos de Deus que anunciavam o Arrebatamento". Atentemos, pois, para o que diz a Bíblia em Filipenses 2.15: "para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo".

"Mas contigo estabelecerei o meu pacto; e entrarás na arca, tu e os teus filhos, e a tua mulher, e as mulheres de teus filhos contigo" (v. 18). Em meio a estes dias de Noé em que vivemos, Deus faz um pacto conosco: se formos fiéis a Ele, seremos salvos, nós e nossa casa. A Bíblia diz: "Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa" (At 16.31). É claro que a salvação é individual, mas, na época da Igreja Primitiva (quando foram pronunciadas as palavras do versículo em voga), quando uma pessoa se convertia a uma religião, levava consigo toda a sua família. Crer no Senhor Jesus implica seguir aos preceitos bíblicos, e a Bíblia diz: "E vós, pais, não provoqueis a ira em vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor" (Ef 6.4). Então, alguém genuinamente cristão dá testemunho até na sua casa.

Portanto, façamos a diferença e proclamemos a volta de Jesus, para podermos declarar como Josué: "Porém, se vos parece mal o servirdes ao SENHOR, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR" (Js 24.15), porque o "dilúvio" está prestes a ocorrer: Jesus está voltando.

Será que entraremos na arca e seremos elevados até aos Altos Céus? Para isso, precisamos achar graça diante dos olhos de Deus. Oremos e vigiemos (cf. 1 Pe 5.8), porque Jesus está voltando. Os sinais provam isso. Inclusive - e principalmente - o sinal dos dias de Noé.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Jesus te ama!


Não sei se alguém já percebeu, mas este blog contém a seção "Evangelístico". Sei que ele é visitado predominantemente por cristãos, mas uma vez ou outra também há não-crentes que o lêem. Também sei que o enfoque dos blog's é: apologética e teologia. Eu amo estas duas coisas e também escrevo sobre elas predominantemente (o espaço com mais post's em meu blog é, justamente, o teológico). Porém, percebo que não há uma preocupação - na escala em que deveria haver - com as almas perdidas que vagueiam pela Grande Rede. Mesmo que muitos não se interessem, quero quebrar o protocolo e hoje postar um texto evangelístico.

Eu sei também que muitos têm blog's com objetivos específicos (e tal objetivo não é o evangelismo), ou que ao menos têm tempo para fazer textos extras, que sejam evangelísticos. Mas, àqueles que podem, digo: vamos usar a blogosfera também para evangelizar (pelo menos de vez em quando)! Deus tem me chamado, por Sua graça, para pregar a Sua Palavra, e sinto-me impulsionado a usar também a Internet como veículo de evangelização. Jesus disse: "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura" (Mc 16.15), e esta chamada é para toda a Igreja de Cristo.

Portanto, agora escrevo a você que visita este blog e ainda não é cristão. Eu quero te dizer algo, e você pode tomar duas atitudes após ler este texto: 1) esquecê-lo e ignorá-lo, ou 2) guardá-lo para sempre e refletir sobre isto, quem sabe até aceitando o convite que faço ao final. Eu espero que a sua atitude seja a segunda, mas depende de você.

Nós vivemos num mundo aparentemente muito bom. Cheio de atrativos e prazeres. Viver sob o lema: "Viva a vida, porque a vida é curta" parece ser ótimo! Ser o dono da própria vida e fazer o que bem entender... Nada melhor! É o que parece. Mas, às vezes, esses atrativos nos afastam do nosso Criador. Estamos neste mundo por causa dEle. Foi Ele quem nos criou. E quem é Ele? Deus.

Não se afaste de Deus. Talvez, você não creia nEle, mas saiba que está ignorando a razão de todas as coisas. Quem sabe, você diga: "Eu já tenho a minha religião, Deus reina no coração de todos e isto basta". Mas não é bem assim. Religião não salva a ninguém, e Deus não reina no coração de quem não se entrega por completo a Ele.

Parece chato seguir aquilo que Deus nos manda. De repente, até ler este texto esteja sendo chato para você. Mas espere! Jesus te faz um convite: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve" (Mt 11.28-30).

O pecado te aprisiona. Talvez, um vício ou uma fraqueza. Viver sem ter compromisso com Deus para você significa ser livre. Entretanto, você está acorrentado pelo pecado, está indo para um caminho largo e fácil de passar. "Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem" (7.13,14). Mas você tem a oportunidade de encontrar esse caminho que leva à vida.

Que caminho é esse? Jesus tem a resposta: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14.6). Se você ainda dirige a sua vida por conta própria, deixe que Deus a dirija pra você. Seja feliz de verdade, tendo Jesus em seu coração! Deus quer te libertar do jugo do pecado, do vício, da corrupção.

Você é precioso para Deus! Foi Ele quem te criou à Sua imagem e semelhança. Com o pecado, nós perdemos essa característica e nos distanciamos de Deus. O salário do pecado é a morte, e nós vivíamos sob essa condenação. Mas Jesus morreu em nosso lugar. Ele, que é Santo, efetuou o sacrifício perfeito para a remissão de nossos pecados. Ao terceiro dia, ressuscitou.

Não ignore o seu Criador. Não viva a vida a bel prazer. Jesus quer te salvar!

Existe duas realidades: Céu e Inferno. Este foi feito para o diabo e seus anjos, mas também será o destino daqueles que vivem sem Deus; aquele (o Céu) será o destino dos servos de Deus. Cristo te oferece a vida eterna. Isso mesmo! Imagine viver para sempre num lugar de paz e gozo... Assim é o Céu, e ele será o destino daqueles que são salvos em Jesus.

Mesmo que o mundo apresente vários "caminhos" aparentemente bons, eles levam à perdição. Só há um caminho, que é Cristo. NEle, você encontrará paz e salvação para sua alma. Se você sofre com os fardos deste mundo, saiba que Jesus nos enviou um Consolador: o Espírito Santo. Ele pode habitar em você e estar em você, mas é preciso que você seja salvo.

Como, então, alcançar a salvação? Simples: aceitando a Jesus Cristo, pela fé, como seu único e suficiente Senhor e Salvador. Este é o convite mais importante da sua vida. "Quando decide aceitar a Jesus, você O recebe como seu Salvador, Senhor, tem seus pecados perdoados e define também onde passará a eternidade. Essa é uma decisão tomada apenas individualmente, e deve ser feita o mais rápido possível, pois envolve a forma com que uma pessoa vive hoje e onde ela passará o futuro eterno" (Alexandre Coelho).

Faça uma oração sincera a Deus, arrependendo-se dos seus pecados e confessando-os a Cristo, que Ele lhe perdoará. Após isto, passe a freqüentar uma igreja evangélica na qual seja pregada a Palavra de Deus. Ali, sua fé será fortalecida em Deus cada vez mais.

E lembre-se sempre:

JESUS TE AMA!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Explicações sobre e-mail's

Prezados irmãos,

Na coluna direita deste blog, há um formulário para envio de e-mail's, cujo título é "Entre em contato comigo!" Por algum tempo, essa ferramenta estava com defeito, e o envio não era efetuado. Agora, porém, ela voltou a funcionar normalmente, e voltei a receber os e-mail's que são enviados.

Todavia, alguns desses recados não puderam ser respondidos por problemas em minha caixa eletrônica. Peço desculpas aos irmãos que não foram respondidos, mas, se quiserem, enviem novamente suas mensagens, que agora serão respondidas.

Caso os problemas persistam, envie seu e-mail diretamente para andregomesquirino@hotmail.com

Grato pela compreensão,
Abraços.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Uma análise sobre presente, passado e futuro


No futuro, haverá dois tipos de pessoas: as que desejarão voltar ao presente; e as que gostarão desse futuro. Mas há as que sequer lá chegarão. Sob esta perspectiva, podemos concluir: 1) Passado? Presente? Futuro? Quê isso? 2) O futuro é uma incerteza.

Amanhã, o hoje será passado. Hoje, o hoje é presente. Ontem, o hoje foi futuro. Devemos viver o presente, guardar as boas recordações do passado e planejar o futuro, entregando-o, sobretudo, nas mãos do Senhor.

Viver o presente é a única forma de viver toda a vida, porque todos os tempos um dia serão presente. Ademais, as boas realizações de hoje formarão um bom futuro. Sobre aqueles que vivem de sonhos, os nossos desejos não formam o futuro. O que forma o amanhã são as realizações, as quais dependem, sim, de sonhar, mas, antes de tudo, de perseverar sob a mão do Senhor e Sua vontade, deixando que Ele aja naturalmente.

O futuro é incerto. Posso construir um bom para mim e minha família, mas o mundo ao nosso redor vai de mal a pior. Posso tentar melhorá-lo, mas não depende só de mim. A bem da verdade, muitos dos acontecimentos de hoje são sinais da volta de Jesus.

Portanto, no futuro, ou estarei num mundo deplorável (cheio de desgraças, ainda mais perto do Arrebatamento), ou já estarei no Céu, com Cristo, dizendo: "Glória a Deus, que hoje me garante um presente eterno, e de paz!"

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O que podemos aprender com a morte de Michael Jackson


Aos 50 anos de idade, nesta quinta-feira (25), em Los Angeles, morreu Michael Jackson, chamado Rei do Pop. Ele sofreu uma parada cardíaca em sua casa e foi declarado morto às 18h26, horário de Brasília.

Desde então, só o que ouve-se é sobre a morte de Jackson. Inclusive, eu nem iria postar sobre o assunto, devido à grande repercussão que ele já está tendo. Mas, após refletir sobre o ocorrido, cheguei a algumas conclusões, as quais compartilho neste texto. Absorvamo-las:

Educação recebida do pai

Sobre a vida de Michael Jackson há várias "teorias". Alguns dizem que ele tornou-se branco porque quis, outros que era uma doença, etc. Dentre tais teorias, há a que diz que ele e seus irmãos eram obrigados a cantar quando crianças, e Michael apanhava de seu pai que dizia: "Você é muito feio! Parece um macaco!"

Sendo verdade ou não, podemos refletir sobre a influência que a educação recebida dos pais exerce sobre as crianças. Se esse boato sobre o que o pai do rei do pop dizia é verdadeiro e Jackson mudou de cor porque quis, com certeza uma coisa levou à outra. Apesar de ter tantos fãs e alguns amigos, Michael vivia uma vida infeliz e um tanto solitária.

Portanto, "vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor" (Ef 6.4). "Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo" (Cl 3.21). E eu sei que não escrevo a néscios, mas "eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio" (1 Jo 2.14).

Insatisfação com a aparência física

Como já disse anteriormente, há várias "teorias" concernentes à vida de Michael Jackson, e entre elas há a que ele mudou a aparência física porque quis. Seja isso verdadeiro, ou ele sofresse, na verdade, de uma doença, cabe-nos refletir sobre a aparência física. Milhares de pessoas espalhadas pelo mundo não gostam de si mesmas por simplesmente não estarem satisfeitas com sua aparência física.

Em primeiro lugar, consideremos que o que mais vale é o interior, e não o exterior. "O SENHOR não vê como vê o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração" (1 Sm 16.7). O próprio Michael Jackson é prova viva disso: ele teve várias faces durante sua vida, mas lá dentro sempre foi a mesma pessoa. Enquanto isso, muita gente não queria estar na pele dele... Literalmente!

Em segundo lugar, o que mais vale é o pensamento de Deus a nosso respeito, e não o que os homens pensam. Ele nos criou à Sua imagem e semelhança (Gn 1.27), e após concluir cada etapa da criação viu que tudo era bom (vv. 10,12,18,21,25). Foi o próprio Deus quem nos fez, e reclamar de Sua obra é uma afronta. O homem, pecaminoso que é, vê as coisas com maus olhos, desejando achar imperfeições e reclamando de tudo, mas nós somos à imagem e semelhança de Deus.

Em terceiro lugar, o que mais vale é o nosso pensamento próprio a nosso respeito, e não o que os outros pensam. E devemos nos amar (quem não se ama não é feliz), porque fomos feitos por Deus, e por Ele somos amados.

Portanto, não é necessário gastar fortunas para mudar a aparência física, porque desta forma poderemos até mesmo frustrar um plano de Deus. Conta-se que uma menina lamentava muito por ser a única de olhos escuros dentre irmãs com olhos verdes. Ela passou a vida toda sem entender nem se conformar. Até que um dia ela virou uma missionária, e foi evangelizar num país onde só se podia fazê-lo se o missionário fosse natural de lá. Quem nascia naquela nação tinha olhos escuros. Se ela nascesse com olhos verdes, como suas irmãs, não poderia ser missionária.

Dinheiro e fama não são tudo

Michael Jackson era muito rico. Com o dinheiro que ganhava na venda de discos, direitos autorais, etc., ele foi capaz de morar numa mansão, fazer os melhores videoclipes do mundo e ser dono do rancho chamado de Terra do Nunca, onde em seu quintal havia nada mais, nada menos que um parque de diversões.

Era muito dinheiro! E o que dizer da fama que Michael tinha?! Um de seus discos chegou a vender milhões de cópias por semana! Uma de suas músicas é considerada a melhor de todos os tempos. Aliás, ele foi considerado o maior cantor de todos os tempos. A mídia o deixava tão ídolo, que era como se ele fosse um "semi-deus"; estar ao seu lado era a maior honra que alguém podia ter; surreal, sem palavras para explicar. Um clipe dele gravado no Brasil era como o maior privilégio de nossa nação. Tudo isto devido à fama de Jackson.

Seus clipes tiveram participações de atores hollywoodianos. Sua música influenciou praticamente todos os cantores e estilos musicais de hoje. O mundo inteiro parava diante das telas de TV para assistir a seus clipes. Foi apelidado de "Rei do Pop".

Enfim, Michael Jackson foi o que nenhum outro artista conseguiu - nem jamais conseguirá - ser. Mas tudo isso ficou aqui na Terra. Fama, dinheiro... Tudo isso de nada serviu (aliás, ao passo em que Michael ganhava dinheiro, gastava-o, de forma que deixou muitas dívidas por aqui). Onde quer que ele esteja, o dinheiro nem a fama estão com ele. Quando for enterrado, não colocarão cédulas de dólares dentro de seu caixão, nem fotógrafos se enterrarão para tirar fotos do falecido "rei".

Tudo isso passa. Aqui, reportamos nossa mente às palavras de Jesus em Mateus 6.19,20: "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam". O homem atual se preocupa muito em enriquecer aqui e se esquece de ajuntar tesouros no Céu. Porém, lembremo-nos das palavras do Mestre, e vejamos o exemplo de Michael Jackson. Pobre Michael Jackson.

Preservar a reputação

A vida de Michael foi marcada por inúmeras polêmicas. Vários processos, acusações de pedofilia, etc. Como já disse - e torno a dizer -, há diversas "teorias" sobre essas questões da vida de Jackson. Mas, de qualquer forma, convenhamos que, para muitas pessoas, sua reputação foi arruinada, com essas polêmicas.

Mesmo que elas possam não ser verídicas, reflitamos sobre a reputação do homem. Os famosos têm uma vida pública, vivem cercados de fotógrafos, repórteres e fãs. Tudo o que fazem é noticiado pela mídia. Portanto, qualquer fato pode virar um grande escândalo.

Na escolha dos diáconos, os discípulos de Jesus disseram: "Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio" (At 6.3, grifo meu). Paulo disse: "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai" (Fp 4.8).

Enfim, precisamos preservar nossa reputação.

Uma vida infeliz

Com todos os processos, polêmicas, doenças, solidão, acusações, maltrato e, sobretudo, a falta de Jesus no coração, Michael Jackson viveu uma vida infeliz. Nitidamente, sua expressão facial transmitia uma profunda infelicidade. O testemunho daqueles que viveram próximos a ele é unânime: o astro era muito frágil e sensível.

O dinheiro e a fama não foram capazes de tornar Michael feliz. A solidão, a doença, o suposto maltrato por seu pai e as polêmicas fizeram de Jackson alguém sem esperança. Sua vida terrena foi mui próspera, mas ele se esqueceu de pensar sobre onde passaria a eternidade. Aliás, o rei do pop tinha família testemunha de Jeová e, recentemente, ele se converteu ao islamismo (para saber com mais detalhes, clique aqui), tendo mudado seu primeiro nome para Mikaeel (detalhe: em novembro do ano passado, quando houve a conversão, Michael Jackson já estava tendo alguns problemas de saúde).

Enfim, o que faltava em Jackson era Jesus no coração. Portanto, nós, que aceitamos a Cristo, mesmo pobres e sem fama, podemos ser bem mais felizes que Michael Jackson. Não que queríamos sua infelicidade, mas é a conseqüência natural. "Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos" (v. 4).

Grande perda para a Música

Apesar de todas as considerações feitas acima, convenhamos: essa foi uma das maiores - senão a maior - perdas da história da Música. Como músico, eu lamento muito a morte do autor de "We Are the World". Mesmo como cristãos, admitamos que foi Michael Jackson quem revolucionou a música mundial, com seus clipes, músicas, danças e shows. Na época em que estava no auge, ele marcou a vida de milhões de pessoas. Portanto, a Música está de luto e em silêncio, e chora a morte do rei do pop.

O destino de sua alma

A pergunta que não quer calar: onde está Michael Jackson? Que destino tomou a sua alma? A isto não nos cabe julgar. Sabemos que ele era islã, mas não sabemos o que ocorreu nos últimos momentos de sua vida. Talvez, ele tenha se arrependido e, pela fé, aceitado a Jesus como seu único e suficiente Senhor e Salvador. Do fundo do meu coração, espero que isso tenha acontecido, pois não desejo o Inferno a ninguém, e espero ver a Michael Jackson no Céu.

OBS.: Para inteirar-se sobre para onde vão os mortos, leia o texto "Onde estão os mortos?"

A idolatria dos fãs

Após a morte de Michael Jackson, podemos ver a idolatria de seus tietes fãs. Alguns parecem ter perdido parentes próximos ou amigos íntimos. Resta apenas desejarem morrer junto com Michael. Estão, praticamente, em depressão, chorando amargamente a morte do rei do pop. Não precisa de tudo isso. Ele era uma pessoa comum, que um dia ou outro iria morrer. "Filhinhos, guardai-vos dos ídolos" (1 Jo 5.21).

Todos somos feitos de carne e ossos

Jackson era tão idolatrado, rico e famoso, que parecia ser imortal. Como já disse, uma espécie de "semi-deus". Aliás, ele mesmo, certa vez, falou brincando que queria viver para sempre. Mas, com sua morte, podemos refletir que todos somos iguais perante Deus, feitos do mesmo material, morreremos da mesma forma e seremos julgados por Deus imparcialmente. Michael Jackson (sim, até Michael Jackson!) prestará contas perante Deus. Michael Jackson (sim, até Michael Jackson!) terá seu corpo corrompido e voltado ao pó. Parafraseando o texto bíblico, "nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus" (Gl 3.28).

A ênfase exagerada da mídia

Quase toda vez que ligo a TV, ouço as palavras "Michael" e "Jackson". Em cada site de notícias, programa de rádio e jornal impresso, a ênfase é a mesma: a morte do rei do pop. Durante esta semana - ou ainda um pouco mais -, só se ouvirá falar nisso.

O mesmo aconteceu, por exemplo, com os casos da Isabella Nardoni (que foi jogada de um prédio), o menino João Hélio (que foi arrastado por um carro) e o Vôo AF 447 (o caso mais recente). Daqueles dois primeiros casos, poucos são os que ainda se lembram.

Apesar de haver algumas raríssimas exceções, deixo o meu recado: imprensa, vamos progredir! Mais coisas estão acontecendo no mundo!

A soberania de Deus

Com a morte de Michael, vemos a soberania de Deus em pelo menos dois aspectos:

1) Sua vontade permissiva. Mesmo que alguns digam que "a expressão 'vontade permissiva' é usada por alguns teólogos para negar os atos soberanos de Deus", sabemos que até na vontade permissiva Deus é soberano. O que é isso? Ele permite que certas coisas aconteçam. Foi o que aconteceu com Michael Jackson: Deus permitiu que ele morresse, porque, como costumam dizer alguns pregadores, "não cai uma folha de uma árvore se não for da vontade de Deus". Aí vemos a soberania do Senhor.

2) Sua onisciência. Muito antes de isso acontecer, Deus já sabia que aconteceria. Toda vez que algo impactante ocorre, eu penso: "Deus já sabia que isso aconteceria há muito tempo!" Retorne aos tempos em que Michael Jackson era criança e, apenas com seis anos, começava a fazer sucesso. Era um menino com um futuro brilhante pela frente! Deus sabia de tudo o que aconteceria: o dinheiro, a fama, as polêmicas, os processos, as doenças, a solidão, as inúmeras acusações e até a morte e o destino de sua alma. Desta forma, concluímos que Deus foi o único a não ficar surpreso com a morte de Michael Jackson.

Alguns estão dizendo o absurdo de que Jackson está vivo, e se levantará de repente para erguer sua carreira com tudo. Parece que, nem mesmo morto, o deixam em paz! Irmãos, apenas absorvamos as lições desse triste episódio: pais, eduquem bem os seus filhos; amados, não supervalorizem a aparência física; saibamos que dinheiro e fama não são tudo; preservemos nossa reputação; sejamos felizes; fujamos da idolatria; cuidemos do destino de nossa alma; saibamos que todos somos iguais; contemplemos a magnífica soberania de Deus; e mudemos de assunto! Meus pêsames aos fãs, parentes e amigos do rei do pop. Adeus, Michael Jackson.

"Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou que daria o homem pelo resgate da sua alma?" (Mc 8.36,37). Talvez, Jesus - que é Deus, e onisciente - pensava em Michael Jackson (dentre outras pessoas), ao pronunciar essas palavras.

domingo, 28 de junho de 2009

Jesus, o segundo Adão


Deus, ao criar o homem, lhe ordenou: "Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra" (Gn 1.28). Ou seja, o homem foi comissionado a dominar sobre a terra. Ele era à imagem e semelhança de Deus (v. 26), o Criador, e podia sujeitar o restante da criação. Entretanto, após a Queda, o homem teve sua semelhança com Deus corrompida, e perdeu essa característica.

Provavelmente, é por isso que hoje o ser humano tem medo de certos animais; antes, porém, ele dominava sobre os animais. Mas Jesus veio à Terra completamente Deus e completamente Homem. Ele não pecou. Portanto, aquilo que Adão podia - e devia - fazer e não fez, Jesus executou. Ele foi um segundo Adão, justo e perfeito. "Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo" (1 Co 15.22). "O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão, em espírito vivificante" (v. 45).

"Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram. Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado não havendo lei. No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir.
Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos. E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou; porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. Porque, se, pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus Cristo" (Rm 5.12-17).

Tudo o que Deus planejou para o homem ser - e ele não foi -, Jesus foi. Em Sua morte, nos salvou e, em Sua vida, nos deixou o exemplo. Ao contrário do que afirmavam os secessionistas (grupo herege que foi combatido por João, em suas cartas), Jesus viveu, sim, como homem; e Sua vida serve, sim, como exemplo para nós.

Podemos ver este aspecto de segundo Adão na vida de Jesus em alguns episódios em que Ele dominou sobre a natureza. Quando acalmou a tempestade (Mt 8.23-27; Mc 4.37-41; Lc 8.22-25); andou sobre o mar (Mt 14.25; Mc 6.48-51; Jo 6.19-21); alimentou 5 mil pessoas (Mt 14.14-21; Mc 6.35-44; Lc 9.12-17; Jo 6.5-13); alimentou 4 mil pessoas (Mt 15.32-38; Mc 8.1-9); mandou os discípulos pegarem a moeda dentro da boca do peixe (Mt 17.24-27); secou a figueira (21.18-22; Mc 11.12-14,20-25); efetuou a pesca milagrosa (Lc 5.4-11); transformou água em vinho (Jo 2.1-11); e, novamente, realizou uma pesca milagrosa (21.1-11).

Ao acalmar a tempestade, os discípulos perguntaram: "Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?" (Mt 8.27). Ele domina sobre a natureza, foi Homem perfeito. Jesus conversou com a água e o vento, e eles lhe obedeceram. Contudo, ao contrário do Segundo Adão, Pedro - após ver o Mestre andando sobre as águas e ter-lhe pedido para fazer o mesmo -, como perdeu a confiança, começou a afundar. Por quê? Ele não era homem perfeito, e, como homem caído, perdeu o domínio sobre a natureza. Jesus, porém, andou sobre o mar e segurou a Pedro com Seus fortes braços, para que este não afundasse.

Segundo alguns teólogos, no episódio em que Jesus andou sobre as águas (e não falou com elas), há uma relação com Gênesis 1.28, onde os verbos "dominar" e "sujeitar", no hebraico, são radah e kabas, que têm sentido de "pisotear". Em outro momento, quando o Mestre orientou os discípulos a pegarem o dinheiro dentro da boca do peixe, reportamos nossa mente à expressão "peixes do mar", de Gênesis 1.28.

Por fim, quero destacar a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Ele estava num jumento, "sobre o qual ainda não montou homem algum" (Mc 11.2). Provavelmente, ele ainda não era montado por não ser domado. Ninguém tinha capacidade ou coragem para nele montar, mas Jesus teve, pois era Homem perfeito, e dominava "sobre todo o animal que se move sobre a terra" (Gn 1.28).

Esse é que é um Deus digno de ser adorado! Com nossa imperfeição, perdemos algumas características que o Criador nos outorgou, mas, lançando nossa ansiedade sobre Cristo, que tem cuidado de nós (1 Pe 5.7), somos vitoriosos, porque podemos todas as coisas naquEle que nos fortalece (Fp 4.13)!